Qual a diferença entre a Criofrequência e a Criolipólise?

Uma grande dúvida entre os pacientes e até mesmo entre os profissionais, é se há diferença entre a Criofrequência e a Criolipólise e se há, qual diferença é essa.

Há várias especulações no mercado e entre os profissionais que conceituam erroneamente o processo de como tudo funciona sobre o corpo diante de tanta potência eletromagnética: há quem a confunda com a Criolipólise, sendo que este processo em nada se aparenta com a Criofrequência, uma vez que, tratam de processos fisiológicos diferentes. 

A Criofrequência trata-se de uma nova tecnologia que interage frio de até menos 10 graus de maneira condutiva e Radiofrequência Multipolar 650 w e Monopolar 400 w, terapias já conhecidas com inúmeros artigos publicados somadas 1.050 watts de potência que causam por conversão um calor de até 60 graus.

Possui resfriamento de cabeçote à base de água, o que não impede que a Radiofrequência continue sendo oferecida ao cliente, além de assegurar que este não se queime e produzir milhões de choques térmicos aos tecidos, gerando um terceiro efeito fisiológico, desestabilizando o metabolismo local.

 

Desenho Choque Térmico Criofrequência

 

Tamanha energia mobiliza não somente o colágeno, mas também a gordura, sendo indicado para flacidez tissular (facial e corporal) e gordura localizada.

Os efeitos imediatos são contração de colágeno intensa, desde a derme até a hipoderme, que dura no mínimo 3 meses. Esse efeito da Criofrequência é muito interessante, pois a redução não depende de alimentação.

Tratamento com Criofrequência

 

Na gordura, produzimos o seguinte efeito fisiológico:

A gordura de reserva dentro da célula adiposa, diante dos choques térmicos e do calor provocado pela Radiofrequência interna, “quebra-se”, passando de Triglicerídeos para Ácidos Graxos e Gliceróis livres, processo esse conhecido como Lipólise. A célula adiposa então “expulsa” a gordura, sendo que esta é “consumida” pelo corpo como fonte de energia para queima calórica, podendo ser em uma atividade física, ou em uma dieta restritiva de carboidratos e gorduras.

Com o calor intenso da Criofrequência, o tecido adiposo produz TNF alfa, a agressão ativa o sistema de defesa, fazendo com que o macrófago produza mais TNF alfa, que acumulado libera caspase 8 (lesão por oxigênio e mitocôndria ) e caspase 3, assim dando início a apoptose .

 

Terapia de Criofrequência

A Criolipólise, é uma terapia que usa somente o frio, utilizando na maioria das vezes uma ponteira com sucção e uma manta anti congelante para proteger a pele. Com esse congelamento, os lipídios sofrem uma mudança estrutural, assumindo um formato conhecido como fractal. Alguns equipamentos usam um aquecimento condutivo antes e ou depois congelamento para potencializar resultados.

É justamente devido a esta mudança estrutural que a gordura é eliminada. Segundo já foi demonstrado por diversos artigos científicos, uma vez tendo assumido o formato fractal, os lipídios não são mais reconhecidos pelo organismo, e, desta forma, passam a ser encarados como “corpos estranhos” dentro às células adiposas.

Em decorrência disso, o organismo desenvolve uma resposta inflamatória, na tentativa de eliminar as células que contém gordura no estado fractal, a apoptose. Através dessa resposta inflamatória, que ocorre de forma bastante lenta – até 90 dias, que a gordura é eliminada do corpo -, que não metaboliza o fractal como fonte de energia.

Crifrequência vs. Criolipólise

 

Tanto a Criofrequência quanto a Criolipólise possui comprovação científica com ótimos resultados na prática, porém uma não substitui a outra, pois agem com estímulos diferentes e tem respostas fisiológicas diferentes. O grande sucesso de vários profissionais é unir as duas terapias. A combinação de Criofrequência e Criolipólise varia conforme a conduta do profissional à cada avaliação e resulta em excelentes resultados.

 

Diferença Criofrequência e Criolipólise

Referências:

* CARVALHO, Goretti Freire de. et al. Avaliação dos efeitos da radiofrequência no tecido conjuntivo. Revista Brasileira Medicina. Abril/2011. Vol.68, pág. 10-25. Edição Especial

* FRANCO, Walfre; KOTHARE, Amogh; RONAN, Stephen; GREKIN, Roy; McCALMONT, Timoty. Hyperthermic Injury to Adipocyte Cells by Selective Heating of Subcuteneous Fat With a Novel Radiofrequency Device: Feasibility Studies. Lasers in Surgery and Medicine. 2010, 42:361–370

* KEY, Douglas J. A Preliminary Study of a Trandermal Radiofrequency Device for Body Slimmimg. Journal Of Drugs In Dermatology. Novembro, 2015. Vol. 14, pág. 1272-1278

* McDANIEL, David; FRITZ, Klaus; MACHOVCOVA, Alena; BERNARDY, Jan. A Focused Monopolar Radiofrequency Causes Apoptosis: A Porcine Model. Journal Of Drugs In Dermatology. Novembro, 2014. Vol. 13, pág. 1336-1340

* PAUL, Malcolm, et al. Three-Dimensional Radiofrequency Tissue Tightening: A Proposed Mechanism and Applications for Body Contouring. Aesth Plast Surg. 2011. Vol. 35, pág. 87–95

 

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