Dor ao toque, sensação de peso nas pernas, inchaço, hematomas que aparecem com facilidade e uma distribuição de gordura que parece não acompanhar o restante do corpo.
Esses são alguns dos sinais que podem aparecer no lipedema.
Para muitas mulheres, a descoberta acontece justamente depois de anos tentando emagrecer e percebendo que determinadas regiões, principalmente pernas, quadris e braços, continuam desproporcionais ou doloridas.
Mas o lipedema não deve ser entendido apenas como um problema de gordura localizada.
É uma condição crônica que pode envolver dor, alterações do tecido adiposo, fragilidade capilar, edema e mudanças na qualidade de vida. Por isso, o tratamento para lipedema costuma exigir uma abordagem multidisciplinar e individualizada.
O Consenso Brasileiro de Lipedema, publicado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular em 2025, reforça justamente a importância do tratamento conservador e da atuação integrada de diferentes profissionais antes da indicação de abordagens cirúrgicas.
Nesse cenário, novas tecnologias vêm sendo incorporadas à rotina de algumas clínicas médicas.
Uma delas é o ReFreeze, presente no Unyque PRO que associa radiofrequência resfriada e mobilização mecânica do tecido por endermologia.
A Contourline também desenvolveu uma forma específica de utilização dessa tecnologia, chamada ReFreeze Sistêmico, pensada para ampliar a abordagem corporal e não limitar o tratamento a uma região estética isolada.
Mas onde exatamente essa tecnologia entra no cuidado do lipedema?
Antes de responder, é preciso entender o que acontece no tecido.
O que é lipedema?
O lipedema é uma condição crônica do tecido adiposo caracterizada por um aumento desproporcional e geralmente simétrico da gordura subcutânea, com predomínio nos membros inferiores e, em algumas pacientes, também nos braços. A condição acomete predominantemente mulheres e pode estar associada a dor, tendência a hematomas e comprometimento progressivo da mobilidade.
Uma característica importante é a desproporção entre as regiões afetadas e o restante do corpo. A perda de peso pode reduzir a gordura corporal global, mas a distribuição característica do lipedema pode permanecer evidente ou se tornar proporcionalmente mais perceptível em algumas pacientes.
Por isso, o lipedema não deve ser entendido simplesmente como obesidade localizada.
Além do aumento de volume, diferentes sinais e sintomas podem estar presentes, como:
- dor espontânea ou maior sensibilidade à pressão e ao toque;
- sensação de peso nos membros;
- aumento de volume e, em algumas pacientes, edema associado;
- tendência aumentada à formação de hematomas;
- sensibilidade aumentada dos tecidos;
- alterações no contorno e desproporção corporal;
- limitação funcional ou dificuldade de mobilidade, especialmente em quadros mais avançados.
Dor, hematomas e aumento simétrico do tecido adiposo das extremidades aparecem de forma recorrente nas descrições clínicas do lipedema. Entretanto, nem todas as pacientes apresentam exatamente os mesmos sinais ou a mesma intensidade de sintomas, o que reforça a importância da avaliação individualizada.
Como é feito o diagnóstico do lipedema?
O diagnóstico do lipedema é predominantemente clínico, baseado na história da paciente e no exame físico.
Atualmente, o diagnóstico do lipedema permanece predominantemente clínico, baseado na história da paciente, no exame físico e na exclusão de outras condições. Até o momento, não existe um exame de imagem, marcador sorológico ou teste genético oficialmente aprovado capaz de confirmar isoladamente o diagnóstico. A literatura também destaca a ausência de critérios diagnósticos universalmente padronizados, o que reforça a necessidade de avaliação clínica cuidadosa e de maior padronização dos métodos de diagnóstico.
Por isso, a suspeita de lipedema deve ser avaliada por um profissional habilitado e familiarizado com a condição, evitando autodiagnóstico baseado apenas na aparência das pernas ou na presença de gordura localizada.
Lipedema não é a mesma coisa que obesidade ou linfedema
Parte da dificuldade no diagnóstico está no fato de que o lipedema pode ser confundido com outras condições, especialmente obesidade e linfedema.
O linfedema, por exemplo, está relacionado a alterações no equilíbrio e transporte do sistema linfático e apresenta características clínicas diferentes. Já a obesidade envolve aumento generalizado ou regional do tecido adiposo, mas não apresenta necessariamente o mesmo padrão de distribuição simétrica, dor e tendência a hematomas observados no lipedema.
Além disso, lipedema e obesidade podem coexistir na mesma paciente, assim como alterações linfáticas podem estar presentes em determinados quadros. Por isso, diferenciar essas condições é fundamental para que o plano de cuidado seja adequado.
A celulite, por sua vez, é uma alteração estética da superfície e do tecido subcutâneo e não deve ser colocada no mesmo nível diagnóstico de lipedema, linfedema e obesidade. Ela pode coexistir com o lipedema e contribuir para alterações de textura e contorno corporal, mas são condições diferentes.
Essa diferenciação é importante porque lipedema não é apenas uma questão estética. Trata-se de uma condição que pode envolver dor, alterações funcionais e impacto na qualidade de vida e que, por isso, exige avaliação e manejo adequados.
Por que drenagem, compressão e movimento aparecem no tratamento para lipedema?
O tratamento conservador do lipedema pode incluir diferentes medidas.
Entre elas estão:
- atividade física;
- controle nutricional;
- terapia compressiva;
- cuidado da pele;
- mobilização dos tecidos;
- drenagem linfática manual;
- recursos de compressão pneumática;
- acompanhamento multidisciplinar.
O Consenso Brasileiro de Lipedema reforça que o manejo deve ser individualizado e que terapias conservadoras ocupam papel importante no controle dos sintomas.
O padrão de cuidado norte-americano também inclui terapia manual, compressão, exercícios e, em determinados casos, dispositivos de compressão pneumática.
Mas existe uma informação importante: a drenagem não remove o tecido adiposo característico do lipedema.
Sua função está relacionada principalmente à mobilização de fluidos, manejo do edema e alívio de sintomas em pacientes que apresentam esse componente.
O que a ciência mostra sobre drenagem e terapia descongestiva no lipedema?
Boa parte dos estudos não avalia a drenagem linfática isoladamente.
Ela costuma aparecer dentro da chamada terapia descongestiva complexa, associada a compressão, exercícios e outros cuidados.
Em um ensaio clínico randomizado com mulheres com lipedema grave, a combinação de terapia descongestiva completa e exercícios promoveu melhora significativa do volume dos membros, da dor e da função física.
Outro estudo envolvendo 38 mulheres encontrou redução da intensidade da dor após um protocolo que reuniu drenagem linfática manual, compressão pneumática e bandagens.
Há também dados mostrando redução da fragilidade capilar após fisioterapia descongestiva complexa, um achado relevante para pacientes que apresentam hematomas com facilidade.
Portanto, o raciocínio não é simplesmente: “drenar para emagrecer a perna”.
O objetivo é diferente.
A terapia busca ajudar no manejo de sintomas como edema, pressão, dor e desconforto, dentro de uma estratégia mais ampla.
E se parte dessa mobilização pudesse contar com tecnologia?
É justamente nesse ponto que entram os recursos tecnológicos.
A drenagem linfática manual depende das mãos do profissional e de uma sequência específica de movimentos.
Já algumas tecnologias utilizam estímulos mecânicos ou pressóricos controlados para mobilizar o tecido.
Isso não significa que sejam iguais à drenagem manual.
Também não significa que um equipamento substitua automaticamente a fisioterapia, a compressão ou o exercício.
Mas existe evidência de que a mobilização mecânica pode interferir na dinâmica circulatória e linfática.
Um estudo fisiológico preliminar sobre endermologia avaliou seus efeitos sobre a circulação sanguínea e linfática em voluntários humanos. Após o estímulo mecânico, foram observados aumento temporário da perfusão cutânea e maior fluxo linfático na região tratada. Embora o trabalho não tenha sido realizado especificamente em pacientes com lipedema, ele ajuda a compreender os possíveis efeitos fisiológicos da mobilização mecânica sobre os tecidos.
Mais recentemente, um ensaio clínico randomizado avaliou a endermologia em pacientes com linfedema relacionado ao câncer de mama e conseguiu estabelecer um protocolo padronizado para esse tipo de mobilização mecânica. O estudo não avaliou lipedema e, portanto, não pode ser usado para afirmar eficácia específica nessa doença, mas reforça o interesse científico em tecnologias capazes de atuar mecanicamente sobre tecidos e fluidos.
Onde o ReFreeze entra nessa discussão?
O ReFreeze é uma tecnologia exclusiva do Unyque PRO que reúne, no mesmo aplicador, a Cryo RF Max e a endermologia por turbina axial.
Na prática, duas ações acontecem simultaneamente:
- Mobilização mecânica do tecido
A endermologia promove movimento do tecido durante a aplicação.
Esse estímulo mecânico tem como objetivo trabalhar o tecido subcutâneo e favorecer a dinâmica local de circulação e mobilização.
- Entrega de radiofrequência
Ao mesmo tempo, a Cryo RF Max entrega energia por radiofrequência aos tecidos, com resfriamento superficial para aumentar o conforto durante a aplicação.
Essa associação foi desenvolvida para atuar em condições corporais como celulite, remodelamento e flacidez, combinando mobilização tecidual e efeito térmico no mesmo aplicador.
É importante entender essa combinação porque ela diferencia o ReFreeze de uma simples massagem mecanizada.
O que a radiofrequência acrescenta?
A radiofrequência promove aquecimento controlado dos tecidos por meio de energia eletromagnética.
Na estética corporal, ela é estudada principalmente por sua relação com:
- remodelamento de colágeno;
- firmeza da pele;
- textura;
- celulite;
- organização do tecido subcutâneo.
Um estudo controlado com radiofrequência para celulite encontrou melhora do aspecto da pele, redução de edema avaliado por ultrassom e alterações compatíveis com aumento da organização de fibras dérmicas após o tratamento.
Uma revisão sobre o uso de radiofrequência em dermatologia também aponta evidências para melhora de flacidez e celulite, embora ressalte que os resultados dependem da tecnologia e do protocolo empregados.
Mais uma vez, esses estudos não demonstram que radiofrequência seja um tratamento isolado para a doença lipedema.
Eles ajudam a explicar por que ela pode ser interessante quando a paciente apresenta flacidez, alteração de textura ou celulite associadas ao quadro corporal.
ReFreeze Sistêmico: por que tratar o corpo além de uma única região?
Em tratamentos estéticos tradicionais, é comum dividir o corpo em áreas: abdômen, coxa, glúteo, braço ou flanco.
No lipedema, porém, a queixa nem sempre é tão localizada.
Uma paciente pode sentir peso nas pernas, apresentar edema em diferentes regiões, alterações de textura nas coxas e sensibilidade em áreas extensas.
Foi a partir dessa visão que a Contourline desenvolveu o protocolo denominado ReFreeze Sistêmico.
Em vez de concentrar a aplicação apenas em uma pequena região estética, o protocolo utiliza o ReFreeze em uma sequência corporal mais ampla.
O objetivo é promover mobilização tecidual de forma distribuída, trabalhando diferentes áreas dentro da mesma estratégia e explorando os efeitos mecânicos da endermologia associados à radiofrequência.
A denominação “sistêmico” corresponde ao protocolo desenvolvido pela Contourline.
Ela não significa que o equipamento trate sozinho todos os mecanismos da doença ou que substitua o acompanhamento médico, nutricional, vascular ou fisioterapêutico.
Essa distinção é fundamental.
ReFreeze Sistêmico é uma drenagem linfática tecnológica?
Essa comparação ajuda a entender o conceito, mas precisa ser feita com cuidado.
O ReFreeze não é a mesma coisa que drenagem linfática manual.
Na drenagem, o profissional utiliza movimentos manuais específicos para favorecer o deslocamento de fluidos.
No ReFreeze, existe uma mobilização mecânica do tecido por endermologia, enquanto a radiofrequência atua simultaneamente.
Podemos dizer, portanto, que a tecnologia permite trabalhar alguns objetivos que também aparecem nas estratégias descongestivas, como mobilização tecidual e suporte à dinâmica circulatória de uma maneira controlada e associada a outra fonte de energia.
Mas uma terapia não deve ser apresentada automaticamente como substituta da outra.
Para algumas pacientes, elas podem inclusive fazer parte de um plano combinado, conforme avaliação médica.
O que já foi publicado cientificamente sobre ReFreeze?
Esse é um ponto especialmente interessante.
O ReFreeze já possui publicações científicas específicas.
Em 2024, pesquisadores publicaram uma revisão sistemática sobre a combinação de endermologia e radiofrequência no tratamento da lipodistrofia ginóide, popularmente conhecida como celulite.
Foram inicialmente identificados 72 trabalhos e, após os critérios de seleção, sete estudos integraram a revisão. Os autores encontraram resultados favoráveis para melhora da textura e do aspecto da celulite com a associação das tecnologias.
Você pode conhecer os detalhes dessa publicação no conteúdo da Contourline sobre a revisão sistemática da associação entre endermologia e radiofrequência.
Em 2025, outro estudo avaliou especificamente o ReFreeze em quatro mulheres com celulite nas coxas e glúteos. Todas apresentaram redução de um grau na escala utilizada pelos pesquisadores após o protocolo.
A pesquisa pode ser aprofundada no artigo da Contourline sobre o estudo clínico do ReFreeze para celulite.
Há ainda um estudo de caso publicado em 2024 sobre uso do ReFreeze na redução de gordura intercostal.
Mas as pesquisas já comprovam o ReFreeze Sistêmico para lipedema?
Ainda não existem estudos clínicos publicados especificamente desenhados para comprovar a eficácia do ReFreeze Sistêmico em pacientes diagnosticadas com lipedema.
Isso, no entanto, não significa que o protocolo tenha sido desenvolvido sem fundamento ou que os resultados observados na prática devam ser desconsiderados.
O que existe hoje é uma combinação de evidências científicas sobre os mecanismos envolvidos, estudos sobre as tecnologias que compõem o ReFreeze e resultados clínicos observados na aplicação do protocolo, que juntos ajudam a construir uma base racional para seu uso como recurso complementar.
Os estudos publicados até o momento sobre o ReFreeze investigaram principalmente:
- celulite;
- textura e qualidade da pele;
- gordura localizada;
- remodelamento corporal;
- associação entre radiofrequência e endermologia.
Além disso, os mecanismos que fazem parte do ReFreeze também já foram estudados separadamente.
Para o lipedema, estudos e consensos sustentam a importância do tratamento conservador, da mobilização de fluidos, da compressão, do exercício e da terapia descongestiva em pacientes selecionadas.
Sobre a endermologia, existem trabalhos demonstrando aumento temporário da microcirculação e do fluxo linfático após a mobilização mecânica dos tecidos.
Para a radiofrequência, há estudos relacionados à melhora da firmeza, remodelamento dérmico, colágeno, edema e aspecto da celulite.
E para o ReFreeze, já existem publicações avaliando a associação entre endermologia e radiofrequência, com resultados favoráveis em alterações corporais como celulite e qualidade do tecido.
Então por que médicos estão incorporando tecnologias ao cuidado do lipedema?
Porque o tratamento do lipedema não precisa responder a uma única queixa.
Uma mesma paciente pode apresentar:
- edema;
- peso;
- dor;
- celulite;
- fibrose;
- flacidez;
- alterações de contorno;
- gordura localizada associada;
- dificuldade para acompanhar mudanças corporais.
Nesse cenário, tecnologias podem ser utilizadas como recursos complementares, desde que o objetivo de cada uma esteja claro.
O ReFreeze pode ser interessante principalmente quando o médico pretende trabalhar mobilização tecidual, qualidade da pele, edema associado e alterações corporais que coexistem com o lipedema.
No entanto, ele não substitui:
- diagnóstico médico;
- mudança de hábitos;
- atividade física;
- terapia compressiva quando indicada;
- acompanhamento nutricional;
- fisioterapia;
- cirurgia quando corretamente indicada.
O tratamento continua sendo multidisciplinar.
Como saber se o ReFreeze Sistêmico faz sentido para você?
Se você tem diagnóstico de lipedema ou apresenta sintomas compatíveis com a condição, vale buscar uma avaliação médica em uma clínica que trabalhe com o ReFreeze Sistêmico.
O protocolo utiliza a tecnologia ReFreeze, presente no Unyque PRO, e pode ser incorporado ao plano de cuidado de pacientes selecionadas, conforme avaliação profissional.
A indicação depende do seu quadro, dos sintomas predominantes e dos objetivos do tratamento.
O Unyque PRO está disponível em clínicas médicas de diferentes regiões do Brasil.
Procure uma clínica que possua a tecnologia e descubra se o ReFreeze Sistêmico pode ser indicado para você.





