Se ao tossir, fazer atividade física ou levantar peso, por exemplo, você já sentiu que o xixi estava escapando, pode ser um sinal de que você sofre de um problema chamado incontinência urinária de esforço.

Bem, você não está sozinha nessa, afinal, segundo dados da Sociedade Internacional de Incontinência e da Sociedade Internacional de Uroginecologia, cerca de 200 milhões de pessoas no mundo também tem algum tipo de incontinência e, destas, 50% tem o tipo de esforço.

Embora mais comum em mulheres e pessoas mais velhas, a incontinência urinária é uma condição que afeta indivíduos de todas as idades, sexos e níveis sociais e econômicos.

A incontinência urinária de esforço é responsável por 49% (variando de 24% a 75%) dos casos de incontinência urinária que afetam a população feminina entre 18 e 90 anos e interfere drasticamente na qualidade de vida e no bem-estar físico, emocional psicológico e social.

Por isso, vamos falar um pouco sobre esse tema hoje. Se você se identificar, procure ajuda médica de um profissional qualificado. Esse problema tem tratamento que pode melhorar muito a sua vida!

O que é a incontinência urinária

A uretra é o canal responsável por conduzir a urina da bexiga para fora do corpo. Nas mulheres, esse canal termina na vulva e faz parte do sistema urinário. Ela é constituída por diversas estruturas, dentre elas está o esfíncter, que é um músculo estriado que funciona como uma válvula que fecha a uretra e impede a saída da urina.

Todas essas estruturas normalmente funcionam em perfeita coordenação, mantendo uma pressão suficiente para garantir a continência urinária.

A maioria das pessoas tem total controle desse processo, sem que ocorram perdas urinárias. Porém, quando existe algum nível de comprometimento dessa coordenação ou dessas estruturas, principalmente do esfíncter, pode ocorrer a perda involuntária de urina, conhecida como incontinência urinária.

Diagnóstico da incontinência urinária

A incontinência urinária é uma condição que leva ao escape involuntário da urina. Ela é um sintoma, por isso, quando acontece, deve sempre ser investigada pelo médico para saber o que está causando.

Para o correto diagnóstico, é necessária uma anamnese detalhada para investigação sobre o tipo de perda da urina, momentos que acontecem, fatores que podem desencadear esse problema, dentre outras informações importantes a serem analisadas.

Além disso, podem ser necessários também exames físicos e laboratoriais para detecção de alterações ou anormalidades fisiológicas que podem estar relacionadas ao problema.

Tipos de incontinência urinária

A incontinência urinária pode ser classificada pelas circunstâncias em que se dá a perda de urina ou pelos sintomas. Os tipos mais comuns são:

Incontinência urinária de esforço

Esse tipo é um dos mais comuns e é caracterizado quando a perda da urina se dá em momentos de esforço como em atividades físicas, tosse, espirro, risada/gargalhada, ao pegar peso ou outras atividades que possam forçar o abdômen.

Esse tipo é mais comum em mulheres, pois elas apresentam algumas circunstâncias específicas que provocam o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico, como a gestação e parto, por exemplo.

Embora mais comum no sexo feminino, os homens que passaram por alguma cirurgia ou tiveram traumatismo da próstata e uretra também podem sofrer com esse tipo de incontinência.

Incontinência urinária de urgência

Esse tipo é caracterizado pela vontade súbita de ir ao banheiro e que, muitas vezes, a pessoa nem consegue chegar a tempo e há o escape da urina.

Essa vontade súbita vem em meio às atividades diárias e acontece quando a bexiga se contrai de forma involuntária, por isso também recebe o nome de bexiga hiperativa.

Nesse caso o paciente vai ao banheiro em intervalos muito curtos e acordam várias vezes a noite para ir ao banheiro. A causa dessa hiperatividade deve ser analisada pelo médico, podendo ser advinda de infecções, inflamações ou doenças neurológicas, por exemplo.

Incontinência urinária mista

Esse tipo é uma mistura da incontinência de esforço e de urgência. Assim, a pessoa tem vontade de urinar toda hora, mas também não consegue controlar a saída do xixi em situações de esforço.

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Causas da incontinência urinária

Diferentes são as causas da incontinência urinária, sendo as mais comuns:

  • Infecções urinárias e vaginais;
  • Efeitos colaterais de medicamentos;
  • Constipação intestinal;
  • Bexiga hiperativa;
  • Fraqueza ou comprometimento dos músculos do assoalho pélvico ou no músculo esfincteriano;
  • Doenças que afetam os nervos ou músculos;
  • Alguns tipos de cirurgias ginecológicas e outras;
  • Gravidez ou parto;
  • Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal.

Essas causas podem ocorrer de forma isolada ou em conjunto.

Tratamentos para incontinência urinária

Para a maioria das pacientes, tratar a incontinência urinária não é benéfico somente do ponto de vista médico, mas também para o bem-estar psicológico, emocional e social. Por isso, procurar ajuda profissional deve ser prioridade de quem sofre com esse problema.

A incontinência urinária tem vários tipos de tratamento, que variam de acordo com a sua natureza e intensidade do caso, podendo incluir:

  • Mudanças em sua dieta e na rotina de atividades físicas;
  • Radiofrequência íntima;
  • Terapia física, incluindo exercícios para o assoalho pélvico;
  • Uso de pessários vaginais;
  • Opções cirúrgicas, incluindo alças (slings) médio-ureterais, colposuspensão retropúbica e bulking ureteral.

Para casos de incontinência urinária leve, a radiofrequência íntima tem tido excelentes resultados, como é o caso com a terapia Enygma X-Orbital.

A radiofrequência íntima Enygma X-Orbital trabalha promovendo um aquecimento homogêneo e controlado em 360º por todo o canal vaginal, através da emissão de ondas eletromagnéticas por uma ponteira interna emissora de radiofrequência tetrapolar multifrequencial.

Esse aplicador possui 4 aros independentes, que podem ser ajustados para funcionar simultaneamente ou de forma isolada, para tratar regiões específicas de acordo com a necessidade da paciente e recomendação do médico ginecologista.

Por fim, se você sofre com esse problema, verifique com seu médico todas as opções disponíveis de tratamento para o seu caso.