Nas clínicas de estética, há uma grande demanda pela depilação definitiva, pois muitas pessoas querem ficar livre dos pelinhos indesejáveis espalhados pelo corpo. Afinal, quem não quer ter a pele lisinha e com a comodidade de não ter que ficar se depilando toda semana né?

Além da depilação definitiva, existem algumas opções como creme depilatório, lâmina, cera quente, linha, dentre outras. Mas para ficar livre dos pelos de forma mais duradoura, a melhor opção é a depilação definitiva a laser. Ela pode ser feita em todos os tipos de pele e de pelos que tenham melanina.

A depilação definitiva com o laser age da seguinte forma: a luz emitida pelo laser é absorvida pela melanina presente no pelo, causando seu aquecimento. Consequentemente, há uma desnaturação, que leva à destruição do folículo. Esse processo, feito em uma determinada fase de crescimento do pelo, impede que ele nasça novamente.

Os primeiros equipamentos de depilação a laser que chegaram ao mercado possuíam tecnologias que, hoje, são ultrapassadas. Por esse motivo, causavam muito desconforto. Além disso, tinham bastante restrições de acordo com o perfil do paciente e características do pelo.

Por isso, muitos mitos surgiram com relação às indicações da depilação definitiva e, mesmo os equipamentos atuais sendo bastante modernos, esses mitos ainda fazem com que algumas pessoas deixam de utilizá-la por não conhecer realmente o tratamento.

Então, nesse artigo selecionamos os principais mitos e verdades acerca da depilação definitiva e falaremos um pouco sobre cada um deles.

Laser e Luz Pulsada são a mesma coisa

Mito.

O laser possui comprimento de onda específico, que varia de acordo com a tecnologia. Sua energia é absorvida, especificamente, pelo cromóforo alvo, que no caso da depilação definitiva, é a melanina do pelo, preservando as estruturas vizinhas.

Já a luz pulsada não tem comprimento de onda específico, trabalhando com uma energia mais ampla e dispersa e atingindo diferentes outros alvos: a melanina, os vasos sanguíneos e o colágeno. Essa energia dispensada também produz outros efeitos benéficos na pele e pode ser usada para correção de lesões pigmentadas, flacidez e rugas, por estimular a produção de novo colágeno.

A luz pulsada promove o enfraquecimento do pelo, enquanto o laser destrói a raiz germinativa do pelo.

Não é indicado fazer laser em pele bronzeada

Pode ser mito, mas também pode ser verdade.

Isso vai variar de acordo com o equipamento escolhido para o tratamento.

Muitos aparelhos disponíveis no mercado realmente não são indicados para depilação definitiva em fototipos mais altos e em peles bronzeadas. Isso porque a exposição ao sol aumenta a melanina na pele, aumentando o risco de queimaduras na área que está sendo tratada, pois diminui o contraste entre a pele e o pelo.

Mas, hoje em dia, há equipamentos mais modernos como o Laser Crystal 3D, em que é possível regular o comprimento e a intensidade da luz. Dessa forma, permitem que os tratamentos sejam eficientes e seguros para qualquer tipo de pele, inclusive em peles bronzeadas.

 A depilação a laser é definitiva

Verdade

Mas com uma ressalva: é melhor chamar de duradoura do que definitiva. É que, com o laser, conseguimos destruir a raiz germinativa do pelo. Este folículo que foi atingido não voltará a nascer, mas uma disfunção hormonal pode fazer que com novos pelos nasçam.

Por isso, são indicadas sessões periódicas de manutenção, para inibir esse novo crescimento.

Uma sessão é suficiente para acabar com os pelos.

Mito.

O pelo, para ser destruído, precisa estar na fase anágena do seu ciclo de crescimento. Os pelos que estiverem nas outras fases (catágena e telógena) não serão atingidos.

Os pelos do corpo, mesmo que na mesma região, nunca estão todos na mesma fase. Por isso, a cada sessão, somente uma parte dos pelos é destruída. Sendo necessárias mais sessões para que todos os fios sejam eliminados.  

Mas os resultados podem ser percebidos já na primeira sessão e tem uma melhora progressiva com o avanço do tratamento.

Quem faz depilação a laser não deve depilar com cera durante o intervalo entre sessões

Verdade.

Não se deve depilar a área com pinça, cera ou qualquer outra técnica que arranque o pelo pela raiz. Sendo recomendado depilar somente com lâmina, pois esse método só corta a parte do pelo que sobressai na pele.

Para a ação da depilação definitiva, é necessário que o pelo esteja com seu folículo intacto para a absorção do laser e, consequente, destruição do mesmo.

Depilação definitiva dói muito

Mito.

Antigamente isso até fazia sentido, mas com os equipamentos mais modernos a depilação definitiva é bem confortável. Muitos deles têm, inclusive, tecnologias que resfriam e anestesiam a pele antes do disparo do laser, como é o caso do Laser Crystal 3D.

Lógico que a dor varia de acordo com a sensibilidade do cliente. Dependendo da área e do parâmetro utilizado, o desconforto pode ser maior sim, mas sempre é bem tolerado. Vale lembrar que o desconforto também só é sentido no momento da aplicação.

Depilação a laser causa câncer

Mito.

A luz utilizada para depilação definitiva não modifica ou danifica o DNA das células, portanto não leva ao surgimento do câncer. Ela é focada em destruir somente a melanina do pelo, não penetrando nas camadas mais profundas e não danificando as demais estruturas em volta do fio.