Oi gente! Hoje vamos falar sobre uma terapia em constante ascensão nas clínicas de estética: a Radiofrequência! Tornou-se um equipamento “chave” dentre as terapias oferecidas, sendo um dos tratamentos mais procurados pelos clientes!

Afinal, o que é a Radiofrequência?

A Radiofrequência é um equipamento que emite ondas eletromagnéticas no tecido, sendo seu objetivo o aumento da temperatura tecidual. Essas ondas podem afetar diferentes camadas de tecido: epiderme, derme e/ou hipoderme. Para que isso ocorra, dependemos das frequências do equipamento, que podem ir de 30 KHz a 300 MHz.

Outra característica importante a se observar nos equipamentos de Radiofrequência é a sua potência. Esta é medida em Watts. Quanto mais watts uma Radiofrequência têm, mais forte ela é! Isso significa que atingirá maior número de células de colágeno, proporcionando um resultado mais rápido e também mais duradouro.

A Radiofrequência pode ser Capacitiva ou Resistiva: é uma característica do cabeçote de aplicação. Se este é fabricado com materiais isolantes (por exemplo: plástico), trata-se de uma Radiofrequência Capacitiva. Já nos casos de Radiofrequência Resistiva, o material do cabeçote é feito de materiais não isolantes (por exemplo: aço cirúrgico). Entre elas há a diferença do potencial de aquecimento: cabeçotes de materiais não isolantes aquecem mais rapidamente o tecido.

Ainda sobre cabeçotes de aplicação da Radiofrequência, temos as definições: Monopolar, Bipolar, Tripolar e Multipolar. Corresponde ao número de pólos de emissão de Radiofrequência há no cabeçote. Com a evolução dos aparelhos, o aumento no número de pólos também ajudou a aumentar a potência da onda eletromagnética além também de aumentar a profundidade da onda no tecido.

Efeitos Fisiológicos

A contração do colágeno ocorre devido ao calor gerado pela agitação de moléculas H2O. Quanto mais hidratado o tecido, mais calor será gerado.

Há então dois efeitos sobre o colágeno, sendo em relação à sua contração e também à sua desnaturação, respectivamente: o imediato, nomeado como Efeito Lifting, e um tardio, que ocorre entre 14 a 21 dias após a aplicação da Radiofrequência, nomeada como Neocolagênese. Neste último caso, o fibroblasto produz novas fibras de colágeno a serem depositadas na região onde foi realizado o tratamento.

Para a Neocolagênese acontecer, precisamos fazer com que a temperatura do tecido fique em torno de 41˚ C /43˚ C, pois é nessa temperatura que ocorre efetivamente a desnaturação do colágeno, seguido de uma inflamação controlada do tecido, onde fatores de crescimento provocaram uma reação em cadeia para que haja a formação de novas células de colágeno pelo fibroblasto.  Esse é efeito duradouro da Radiofrequência, que garantirá ao cliente o resultado e melhora progressiva do tratamento!

Indicações para Radiofrequência

Como já visto até agora, ficou claro a indicação da Radiofrequência para Flacidez Tissular (Flacidez de Pele), Corporal e Facial.

É uma terapia também indicada para tratamento de FEG, popularmente conhecida como Celulite, já que trabalha colágeno.

Com a evolução dos equipamentos, vimos que podemos emitir Radiofrequência em camadas mais profundas da pele, como a Hipoderme. Nesses casos então é indicado também Radiofrequência para tratamento de Gordura Localizada. O aquecimento também desnatura células adiposas, fazendo com que essas diminuem seu tamanho (Lipólise) ou se degenerem (Apoptose).

Contra indicação

Não há restrições específicas para Radiofrequência. Geralmente se enquadra as contra indicações que já são levadas em consideração para outras eletroterapias:

  • Marcapasso
  • Gestantes/ Lactantes
  • Doenças Crônicas descompensadas: Diabetes, Hipertensão, etc
  • Doenças Autoimunes: Lupus, Artrite Reumatóide, etc
  • Neoplasias/ Câncer
  • Patologias e infecções ativas (agudas)

Tratamento

As sessões respeitam o tempo da Neocolagênese, sendo realizadas a cada 14 a 21 dias. Quando indicado para tratamento de gordura localizada, pode ser realizada a cada 7 dias.

O número máximo de sessões a serem feitas é 10 sessões, sendo que o resultado é melhor na primeiras sessões, com resposta até a 6˚ sessão.

De acordo com a indicação e a evolução do cliente, podem ser feitas menos que 6 sessões. Tudo depende da resposta do cliente, e também do que ele espera do tratamento.

Pode ser coadjuvado com outras terapias, dependendo da avaliação inicial do cliente e sua necessidade.

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